Rastreamento é cuidado antes dos sintomas
O rastreamento do colo do útero busca alterações em pessoas sem sintomas, antes que elas evoluam. A recomendação depende de idade, atividade sexual, histórico e condições especiais. O calendário individual deve ser confirmado com a equipe de saúde, porque resultados anteriores podem mudar o acompanhamento.
O que mudou nas diretrizes brasileiras
As diretrizes brasileiras passaram a adotar o teste molecular de DNA-HPV oncogênico como exame primário, com implementação progressiva no país. Quando o resultado é negativo, o intervalo recomendado pode ser maior. A disponibilidade varia entre serviços e regiões durante a transição.
Papanicolau continua sendo utilizado
Onde o teste de DNA-HPV ainda não está disponível, o exame citopatológico conhecido como Papanicolau continua sendo utilizado. Não abandone o rastreamento por dúvida sobre qual exame fazer: a unidade de saúde orienta a opção disponível e a periodicidade adequada.
Prevenção não é apenas exame
Vacinação contra HPV e uso de preservativos fazem parte da prevenção, mas não substituem o rastreamento indicado. O cuidado deve alcançar toda pessoa com colo do útero dentro dos critérios, com acolhimento e respeito. Resultados precisam ser buscados e acompanhados, não apenas coletados.
Sintoma não deve esperar o rastreamento
Corrimento, feridas, dor ou sangramento fora do período menstrual exigem avaliação clínica e não devem aguardar a data do rastreamento. O exame de prevenção não foi feito para explicar todo sintoma. Sangramento intenso, dor forte ou piora rápida pedem atendimento imediato.
